Fórum Social Mundial na Bahia acontecerá em Salvador

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Salvador está a 100 dias de transformar-se no centro estratégico de debates e espaço de resistências a todas as formas de dominação e exclusão entre pessoas do mundo inteiro; que já estão em contagem regressiva para desembarcar na primeira capital do país para dizer: “outro mundo é possível”. 
A 13a edição do Fórum Social Mundial, em Salvador, acontecerá de 13 a 17 de março de 2018 e reunirá cerca de 150 mil representantes de movimentos sociais e organizações do mundo inteiro para realização de importantes debates.

A edição, que será na Bahia, abordará assuntos relacionados a defesa de causas sociais e ambientais em todo o mundo e contará com a presença de dirigentes sindicais do Brasil e de outros países, representantes de movimentos sociais, ONGs, pesquisadores, trabalhadores rurais e urbanos, estudantes e todos que possam contribuir para a pluralidade da construção de políticas mais justas e igualitárias. Entre as temáticas que serão debatidas durante os cinco dias de Fórum Social Mundial, a Assembleia Mundial de Mulheres está sendo aguardada com  expectativa de reunir mais de trinta mil mulheres de todo o mundo, no intuito  de unir, fortalecer e ampliar os esforços mundiais em defesa dos direitos da população feminina.

O principal ponto de convergência de debates e conferências será no Campus Ondina da Universidade Federal da Bahia, mas estão previstas atividades simultâneas em pontos específicos da capital baiana como Arena Fonte Nova, Estádio Roberto Santos (Pituaçu), Teatro Castro Alves, Concha Acústica, além das ações culturais no Centro Histórico, Praça Castro Alves, Espaço Xisto Bahia, Palácio Rio Branco. Haverá ainda caminhadas artísticas e marchas promovidas por diversos grupos.

O Fórum Social Mundial é o responsável por pautar na agenda global debates como o aumento das desigualdades produzidas pela financeira da economia. Também valorizou outros paradigmas do desenvolvimento, para além do desenvolvimento econômico, como é o caso do “bem viver” defendido pelas populações indígenas, andinas e amazônicas. Mostrou alternativas econômicas como a economia solidária e aprofundou o papel da sociedade civil na política, inspirando uma nova cultura de participação nas agendas institucionais.

A partir de construções iniciadas nas diversas edições do FSM, surgiram articulações nacionais como o Fórum Brasileiro de Economia Solidária, além de parcerias internacionais. O Fórum também inspirou e contribuiu para implementação de políticas públicas por ser um espaço que atrai não apenas militantes mas muitos governantes que foram e são eleitos democraticamente e tiveram passagem pelos encontros, podendo implementar políticas inspiradas em propostas apresentadas no FSM.

O Fórum se tornou um espaço que reafirma a supremacia dos direitos humanos sobre os interesses econômicos e financeiros. Com a conjuntura econômica internacional adversa, há uma grande expectativa sobre o encontro de 2018. Uma nova Carta de Princípios deve ser aprovada na capital baiana, como forma de defender a democracia e assegurar a tomada de decisões políticas concretas.

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