A história do Esporte Clube Bahia em cartaz no Teatro Jorge Amado

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Dias  04 e 11 de agosto, sextas-feiras, às 20h, o Teatro Jorge Amado, na Pituba, vira um grande estádio de futebol e a plateia uma arquibancada  pintada de azul,  vermelho e  branco. É que está em cartaz “A Voz do Campeão - A História do Bahia”, peça com direção de Edvard Passos e texto de João Alfredo Reis e Edvard Passos, que coloca em cena a história do Esporte Clube Bahia contada por torcedores apaixonados. No palco eles serão representados pelos atores Agnaldo Lopes, Alan Miranda, Daniel Farias, Leandro Villa e Talis Castro, que são de gerações diferentes, e narram, a partir do ponto de vista de quem vive a história do seu time do coração da arquibancada, com radinho no ouvido, com o coração palpitando, sendo feliz ou sofrendo, mas sempre fiel ao Esquadrão de Aço. É a história do Bahia contada pelaturma tricolor ! Os ingressos estão à venda pelo www.compreingresso.com.br e na bilheteria do teatro ( 71 3235-9720 ), a R$ 50,00 / R$ 25,00 meia.

Sempre com seu “olhar interessado no comportamento da torcida”, o diretor-autor Edvard Passos aponta os momentos da história do clube que foram eleitos para a cena de “A Voz do Campeão”: início da década de 30, o ato solene de fundação em 10 de janeiro de 1931, após árduo processo de extinção, no ano anterior, e junção dos dois times Associação Atlética da Bahia e Bahiano de Tennis. Com jogadores desempregados, os times antes rivais se juntam na adversidade, para formar o Esporte Clube Bahia, que ainda era chamado de Baianinho, quando a equipe mista ainda jogava com a camisa de um time e calção do outro. O diretor comenta:

- Eram jogadores excelentes, chamados à época de ‘palha da seda’. Não é à toa que o time já nasceu ganhando todas as partidas. O grande adversário era o Ipiranga e o slogan do novo clube, “Nascido para vencer!”.

Outro momento destacado na peça é a conquista do primeiro campeonato brasileiro, em 1959. A Taça Brasil foi para o Esporte Clube Bahia, que venceu o Santos, mesmo com o craque Pelé na equipe. Retratando outro período, o espetáculo se concentra na rivalidade Bahia-Vitória, acirrada sobremodo entre 1973 e 1979, quando o tricolor foi seguidamente campeão baiano. A dramaturgia de “A Voz do Campeão” dá destaque ainda à segunda conquista do título no campeonato nacional, em 1988, quando o escudo-símbolo do time ganha a segunda estrelinha. E, por fim, a peça focaliza o momento contemporâneo, em que a torcida comemora a ascensão do time à Séria A e com ele está em verdadeiro idílio, ainda mais agora que acaba de receber o prêmio de Torcida de Ouro da CBF.

O texto construído em parceria por João Alfredo Reis e Edvard Passos  faz justa homenagem ao principal patrimônio do clube de futebol baiano: a sua torcida, estimada hoje em seis milhões de pessoas. A elaboração dramatúrgica demandou intensa dedicação, incluindo pesquisa de campo desde 2002, quando surgiu a ideia aos autores em meio à realização de uma partida na Fonte Nova. Daí em diante, muitos jogos compartilhados e muitas fontes consultadas, entre livros e outros registros bibliográficos, videográficos e fonográficos.

Além de livros-referência da octogenária história do time tricolor, os criadores do espetáculo “A Voz do Campeão” tiveram a felicidade de contar com imagens do colecionador Álvaro Brandão, que reúne em seu banco de vídeos, registros de jogos antológicos, depoimentos de torcedores e comentaristas, a partir de 1914. Do Bahia em particular, as imagens mais antigas datam de 1961, que mostram a disputa com o Santos, decidindo o Campeonato Brasileiro. O acervo conta ainda com fotos fixas da época da fundação do clube.

Outra fonte importante, sobretudo para a feitura da trilha sonora assinada por Marcos Carvalho, foi o disco editado pelo radialista esportivo Oldemar Seixas, que traz músicas compostas e ou interpretadas por artistas-torcedores do time tricolor. Nele há clássicos como “Campeão dos Campeões”, do compositor Zé Pretinho, e interpretações de Caetano Veloso e Novos Baianos. Os sucessos musicais de épocas marcantes do time e que ajudam a contextualizar o período fazem parte do material da trilha, que inclui ritmos diversos, a exemplo de marchinhas, boleros, samba, música-disco dos anos 70, frevo e hits do carnaval baiano. Locuções futebolísticas tanto historicamente reais, como as ficcionais da trama dramatúrgica estão na teia de audições do espetáculo. “Nascido para vencer!”

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