Médico brasileiro premiado por pesquisa na área do câncer

sexta-feira, 10 de março de 2017

MÉDICO BRASILEIRO FAZ DESCOBERTA INÉDITA SOBRE EFEITOS DA IMUNOTERAPIA EM TUMORES RENAIS

O médico brasileiro Raphael Brandão, responsável pela área científica do Grupo Oncoclínicas - maior rede de clínicas oncológicas da América  Latina - e  oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) recebeu da Associação Americana de Oncologia Clínica (ASCO - American Society of Clinical Oncology) o prêmio Merit Award por sua pesquisa inédita e inovadora sobre uso da imunoterapia em pacientes com tumores renais classificados como não células claras. Até a divulgação do estudo, liderado  pelo especialista, não havia qualquer dado que levasse à indicação deste tipo de tratamento para tais casos de câncer de rim, considerados muito mais agressivos e letais em comparação ao carcinoma de rim células claras.

O levantamento apresentou os resultados obtidos a partir de uma amostra de 52 pacientes de diferentes nacionalidades de todo o mundo e avaliou as respostas de cada um deles ao longo de 12 meses a partir do uso de drogas imunoterápicas. As descobertas iniciais revelaram que em 20% dos casos houve taxa de resposta.
“Considerando a histologia e os índices de sobrevida de pacientes com  tumores renais não células claras, esse resultado é animador. O estudo ainda terá outras etapas evolutivas, mas a revelação destas respostas positivas a imuno-oncológicos abre novas frentes para o tratamento da doença”, comenta o especialista brasileiro.   "O resultado dessa pesquisa traz um avanço importante para o tratamento de tumores renais e esperança de aumento da sobrevida dos pacientes", ressalta o oncologista Erico Strapasson, da equipe médica do NOB (Núcleo de Oncologia da Bahia), que integra o grupo Oncoclínicas.

As informações geradas pela pesquisa abrem ainda caminho para um importante avanço na adoção de imunoterapia como opção para pessoas diagnosticadas com câncer de rim não celulas claras, como Carcinoma Papilar,  Carcinoma Renal Cromófobo, Ductos Coletores ou Sarcomatóides.
"A pesquisa pavimenta novas formas para evitar a progressão da doença e, mesmo havendo um longo caminho e muitas variáveis a serem avaliadas para indicar as chances de cura, é mais um passo que pode ajudar a desvendar os mecanismos destes tumores imunogênicos e assegurar a efetividade desses novos métodos de tratamento", ressalta o médico Raphael Brandão.

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