UFBA bem avaliada no CNPq

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Oito propostas da UFBA estão entre os novos INCTS aprovados pelo CNPq

A UFBA foi a sétima universidade a emplacar mais projetos -- e boa parte deles em excelente classificação -- na nova lista dos 252 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) que foi divulgada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na quarta feira, 11 de maio.

Foram oito projetos aprovados numa seleção extremamente exigente.  Os pesquisadores à sua frente, ligados a várias áreas do conhecimento, são Charbel Nino El-Hani, Milton José Porsani, Edgar Marcelino de Carvalho, Jailson Bittencourt de Andrade, Wilson da Silva Gomes, José Maria Landim Dominguez, Carlos Roberto Brites Alves e Naomar Monteiro de Almeida Filho.

À frente da septuagenária universidade baiana colocaram-se só as três universidades estaduais paulistas (USP, Unicamp e Unesp) e três universidades federais, as de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro (UFMG UFRGS e UFRJ).  Essa posição dá certamente uma boa medida da capacidade da UFBA em desenvolver atividades de pesquisa de alto impacto científico em áreas estratégicas e/ou na fronteira do conhecimento e, além disso, revela seu potencial para a formação de novas redes de cooperação científica entre instituições, tanto nacionais quanto internacionais.

Esses institutos, vale ressaltar, gozam de um regime especial dentro do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação, que lhes permite desenvolver projetos de pesquisa de grande envergadura com muito mais agilidade e eficiência -- daí sua importância para a aceleração da produção do conhecimento científico e da capacidade de inovação do país.

TERCEIRO EDITAL

Em atendimento ao edital lançado em 2014, foram encaminhadas 345 propostas ao CNPq. Submetidas a um comitê internacional de avaliação, das 252 escolhidas 115 referem-se a institutos já existentes, enquanto 137 vão compor novas instituições de pesquisa. Em 2008 já ocorrera um primeiro edital para seleção de INCTs, que resultou na seleção de 122 propostas e, em 2010, um novo edital permitiu acrescentar mais três institutos à lista.

O resultado divulgado na quarta feira, portanto, refere-se ao terceiro edital, com investimento previsto de R$ 641,8 milhões, o que fez dele a maior chamada pública da história do CNPq.Entretanto, para que isso se concretize o novo governo federal, que fundiu o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com o das Comunicações, terá que garantir o repasse de sua contrapartida no total desses recursos para a efetiva contratação dos projetos.

Ou, melhor ainda, precisa observar o que já vem sendo defendido há bastante tempo por muita gente, inclusive o presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, para quem “a política de ciência, tecnologia e inovação precisa ser transformada em política de estado”, para além dos governos. “A única forma de sair rápido de uma crise da dimensão que vivemos é investir em ciência, tecnologia e inovação”, diz ele.
Do valor total proposto no edital dos institutos, lançado em 2014, R$ 300 milhões estão a cargo do governo federal, por meio do CNPq, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), através do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Os demais R$341,8 milhões devem ser aportados pelas fundações de amparo à pesquisa (Faps) envolvidas nas propostas aprovadas.
 “Outras Faps que assim queiram, outros ministérios e outras instituições públicas ou privadas com interesse nas propostas selecionadas podem, no entanto, apoiá-las financeiramente”, explicou Hernan Chaimovich. Há uma expectativa de que até 11 de julho essa estrutura de apoio esteja definida.
Mais que isso, embora a praxe seja a contratação de projetos e respectiva liberação de recursos por ordem de classificação, se alguma instituição, inclusive Faps, tiver especial interesse numa proposta que não esteja nos primeiros lugares, nada impede que defina seu apoio para que ela possa ser iniciada mais rapidamente. “Há uma flexibilidade nesse sentido”, segundo o presidente do CNPq.
As propostas foram avaliadas por, no mínimo, três consultores ad hoc internacionais e, posteriormente, pelo comitê de julgamento reunido na sede do CNPq de 25 a 28 de abril passado.

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