Iphan destaca em evento a cultura afro-brasileira em Salvador

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) promoverá em Salvador (BA), no próximo dia 15 de setembro, significativos eventos que destacam o patrimônio cultural afro-brasileiro.  A programação começará às 10h, com a cerimônia de posse do Conselho Gestor da Salvaguarda do Ofício de Baiana de Acarajé; às 11h, lançamento da Plataforma Oyá Digital; e às 19h, a entrega do Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana (comunidades de candomblé, umbanda, jurema, batuque, entre outras denominações). Os eventos terão a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, da presidente do Iphan, Jurema Machado, e acontecerão no salão nobre do Palácio Rio Branco, localizado na Praça Thomé de Souza, Centro Histórico de Salvador.

Premiadas ações de preservação do patrimônio cultural de terreiros
É indiscutível a relevância da cultura de matriz africana na religião, língua, gastronomia, na arte e nos hábitos do povo brasileiro. Nesse contexto, o Iphan, em seus esforços para salvaguardar tais manifestações culturais, lançou, em 2014, o Prêmio do Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, no âmbito do Programa Nacional do Patrimônio Cultural. O prêmio teve como objetivo o reconhecimento de ações de preservação, valorização e documentação do patrimônio cultural dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana já realizadas, e que, em razão da sua originalidade, excepcionalidade ou caráter exemplar, mereçam divulgação e reconhecimento público.

O prêmio teve a participação de 157 instituições de todo o Brasil. Destas, 31 foram premiadas em duas categorias. A primeira categoria teve seis prêmios, no valor de R$ 40 mil cada, para ações realizadas pelas associações representativas dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana de preservação do patrimônio cultural tombado ou em processo de tombamento pelo Iphan. Outros 25 prêmios, no valor de R$ 24 mil cada, foram para ações de preservação do patrimônio cultural desenvolvidas pelas associações sediados em qualquer parte do território nacional em uma dentre cinco linhas. A premiação final somou cerca de R$ 840 mil e culmina na solenidade de premiação.

O Prêmio foi uma ação que integra as metas do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana (2013-2015), iniciativa de caráter interministerial coordenada pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR). Este tipo de articulação de políticas demonstra a importância do tratamento do patrimônio cultural no âmbito intersetorial, uma vez tratar-se de objeto que contempla diferentes esferas das políticas públicas.


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