Dia Nacional de Combate ao Fumo

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

No mês do combate ao tabagismo, especialistas alertam sobre os malefícios do cigarro
Instituto Nacional de Câncer adverte que cigarro ainda mata 200 mil por ano

Embora a ciência tenha demonstrado os graves prejuízos decorrentes do consumo do tabaco, e o governo brasileiro ter criado diversas campanhas e leis contra o uso do cigarro, a droga lícita ainda mata 200 mil pessoas por ano.

De acordo com o Clínico Geral da Vitalmed, Guilherme Alegretti quem fuma adoece com uma frequência duas vezes maior que um indivíduo livre do vício. Também tem pior resistência física, fôlego, aparência e desempenho nos esportes e na vida sexual. “Quando se fala sobre cigarro e seus efeitos nocivos, logo pensamos na nicotina. Embora esteja longe de ser a única vilã presente no tabaco, ela é a principal agente causadora do vício, porém, podem ser encontradas substâncias como monóxido de carbono, alcatrão e metais pesados que são tão prejudiciais à saúde quanto a nicotina”, explica.

Alegretti ainda ressalta “o vício começa justamente quando a nicotina se liga aos receptores do nosso sistema nervoso, desencadeando a liberação de diversas substâncias, como dopamina, que dão a sensação de prazer, melhoram a memória, deixam a pessoa mais alerta, tiram o apetite, entre outros”.

Há cerca de 15 anos, o Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer, vem articulando, nacionalmente, ações de natureza intersetorial e de abrangência nacional, para sensibilizar a população sobre os perigos do tabaco e diminuir consumo.

Em 2002 o governo criou a lei nacional que obriga os fabricantes de cigarros a veicularem nos maços, imagens dos malefícios do tabaco faz com que usuários reflitam sobre o assunto. Em 2011 foi criada a Lei Antifumo, proibindo fumar em locais fechados sob a pena de multa, e no mesmo ano o governo aumento o imposto sobre o produto. As iniciativas surtiram efeito e muitos brasileiros param de fumar, como foi o caso da Supervisora Administrativa da Vitalmed, Nádia Cordeiro.

Nádia Cordeiro só precisava de um incentivo. “Comecei a fumar aos 16 anos, fumei por 30 anos, só parei após participar de um grupo da Vitalmed, que orientava aqueles que desejavam parar de fumar. Em 2010, procurei pelo programa no Hospital das Clínicas e encontrei uma equipe composta por uma pneumologista e uma fisioterapeuta que atendiam aos fumantes que aderiram ao programa. Meus colegas de trabalho e familiares foram de fundamental importância, me apoiaram e compreenderam os momentos de estresse e as dificuldades do processo de largar o fumo”, informa.

Dia Nacional de Combate ao Fumo
O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto, tem como objetivo reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população brasileira para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco.

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