Campanha Coração Azul Contra o Tráfico Humano

quinta-feira, 9 de julho de 2015

30 de julho é celebrado o Dia Internacional Contra o Tráfico de Pessoas. Durante todo o mês, o Elevador Lacerda terá sua iluminação especial devido a Campanha Coração Azul, que visa a conscientização sobre o tráfico de pessoas.  A iniciativa é do Escritório da ONU sobre Drogas e Crimes.

Durante este mês a Bahia participa da Campanha Coração Azul Contra o Tráfico Humano, iniciativa do Escritório da ONU Sobre Drogas e Crime, o UNODC. O período é simbólico nas ações de conscientização, pois em 30/07 é celebrado o Dia Internacional contra o Tráfico de Pessoas.
Esta prática criminosa, de acordo com levantamento recente feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), aproximadamente 2,4 milhões de pessoas são vítimas de organizações atuantes nessa especialidade que movimenta cerca de US$ 32 bilhões por ano, que segundo escala feita pelo Órgão, fica atrás apenas dos tráficos de armas e drogas, respectivamente.
Para a advogada criminalista Regina Machado, que coordenou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do tráfico humano da Assembleia Legislativa da Bahia, diversos fatores contribuem para a execução deste tipo de crime por parte das organizações criminosas: “a junção entre alto lucro, baixo custo e pouco risco encabeça o tráfico de pessoas como uma das maiores atividades criminosas do mundo, ficando atrás apenas do tráfico de drogas e armas. Cada aliciado para o tráfico de pessoas gera um lucro anual no patamar de US$ 30 mil”, declara a jurista.
As faces do crime
Com diversas frentes de ação, as organizações criminosas especializadas no tráfico de pessoas atuam em diversas frentes dentro do mesmo delito. “As praticas mais comuns tem como foco mulheres, para o uso sexual e venda de bebês. Este último em duas frentes: roubando os bebês ou aliciando as futuras mães com o objetivo de engravidarem e terem seus bebês no exterior, que serão vendidos e as ‘barrigas’ (mulher que engravida e tem seu bebê vendido) são forçadas a seguir com a prática”, alerta Regina.
De acordo com a criminalista, os homens também são alvos das quadrilhas especializadas. “Com os homens, os bandidos atuam em busca mão de obra barata, deslocando geralmente trabalhadores estrangeiros para a construção civil. Já com os homossexuais, o aliciamento se dá mediante a promessa de troca de sexo”, finaliza.
Um pouco mais sobre Regina Machado
Formada por São Paulo e pós-graduada em Direito Civil, Processual Civil e Penal pela Universidade Estácio de Sá (RJ) e Mestre em Direito Internacional em Portugal. Drª. Regina Machado tem 25 anos de carreira e atuou na prefeitura de São Paulo por mais de 13 anos.
A jurista atua em casos de repatriação de pessoas vítimas de tráfico humano, além de se dedicar a estudos de casos de tráfico de órgãos. A criminalista possui escritórios em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, e Lisboa (POR), esta última considerara a porta de entrada de brasileiros aliciados na Europa. Sua expertise neste tipo de atendimento e pelo contato direto com as vítimas chamou a atenção da autora da novela Salve Jorge, Gloria Perez, que a convidou para ser consultora da trama que aborta o tema, além de ministrar workshop para os atores da obra.


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