Teatro Latinoamericano invade Salvador

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Artistas de países latino-americanos estarão em Salvador participando do II Festival Itinerante de Teatro Latinoamericano Âmbar, que acontece de 26 de fevereiro e 08 de março de 2015.  O Festival reúne 16 espetáculos teatrais internacionais e brasileiros, performances urbanas, exibição de vídeos e mesas redondas de discussão sobre a cena da produção teatral latino-americana, além de crítica teatral, oficinas formativas e exposição artística. Em sua segunda edição, o FITLÂ é realizado pelo Coletivo Âmbar, uma articulação de grupos, pesquisadores de artes cênicas e artistas independentes e pela primeira vez aporta no Brasil, e conta com o apoio do Fundo de Ajuda para as Artes Cênicas Ibero-Americanas (Iberescena).
Participam dessa edição sete países da América Latina: Argentina, Brasil, Costa Rica, Colômbia, Equador, México e Peru. A edição brasileira tem produção assinada pelo Panacéia Delirante em parceria com a Cardim Projetos e Soluções Integradas, além da assistência de produção dos demais integrantes da delegação brasileira do Coletivo Âmbar. A programação do evento conta com 16 obras de teatro (entre internacionais e locais), três performances urbanas, cinco exibições de vídeo, três mesas redondas, intituladas Conversatórios e três bate-papos sobre crítica teatral. Estão abertas as inscrições para seis oficinas gratuitas e o público também poderá conferir as exposições: “Âmbar na Estrada: Cinco Años de Cartografía Escénica por Latinoamerica” de fotografia e “Mãe América”, de artesanato.
Para a pesquisadora mexicana Ixchel Castro, “o FITLÂ representa um espaço de intercâmbio artístico e cultural ao mesmo tempo em que permite a interação com artistas locais e o público do país anfitrião”.  O México será representado no evento com o espetáculo “Trocitos de Papel”, do Grupo Merequetengue Arte Viva, além da oficina "Teatro, expresión y compromiso", que compartilhará como os criadores daquele país exploram uma postura ética no questionamento da realidade e gerando novas poéticas e políticas. “Esperamos poder dialogar com a diversidade das formas de criação em nosso continente, além de nos retroalimentarmos com o trabalho das demais delegações, nesta grande festa das artes cênicas” acrescenta.

Para a coordenadora de comunicação do FITLÂ e membro do grupo baiano Panacéia Delirante, Milena Flick, o público poderá esperar por um encontro onde a troca de experiências e criação é o principal objetivo. Nascido na Costa Rica em 2013, sob a direção de produção da peruana Daniela Chávez Palomino, o festival se afirma como um espaço para discutir caminhos contemporâneos de produção e criações autorais dos grupos da América Latina.

Espetáculos – O público baiano poderá assistir aos espetáculos Trocitos de Papel (México), El Colibrí: travessia em Mi Maior (Argentina), Malanoche (Porto Rico), Diego (Costa Rica), Vida de Miel (Porto Rico), as intervenções urbanas O Discurso e Gregória Sin Actos (Costa Rica) e o espetáculo de encerramento Fronteiras, trabalho realizado em coprodução internacional entre o Colectivo Âmbar e o Teatro Malayerba (Equador). Das produções baianas escolhidas pela curadoria dos diretores teatrais Fernanda Paquelet e João Lima, destacam-se a intervenção urbana Butô de Bêbado não tem Dono, do Alvenaria de Teatro (Salvador), o estudo Ofélia Blue – Aprendendo a Nadar, de Raiça Bomfim (Salvador), Nhô Guimarães, do Núcleo Criaturas Cênicas e Cirque por Julieta, do Núcleo Viansatã. Já os espetáculos Exu, A Boca do Universo, do Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas, O Nariz do Poeta, do Grupo  ViaPalco, O que de você ficou em mim, de A Outra Cia de Teatro e Lua Cheia, do Panaceia Delirante (Salvador)  irão compor a programação como convidados especiais.

Além dos espetáculos e performances, o festival oferecerá gratuitamente as oficinas: Corpo e voz: procedimentos para uma criação polissêmica e autoral (ministrada por artistas criadores da Argentina e Brasil), Da Plástica ao Corpo – criação cênica a partir das linguagens visuais (pela atriz Noélia Cruz, da Costa Rica), O Corpo como Imagem em Movimento (exclusiva para pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA e alunos da graduação em Artes Cênicas: sob a orientação do peruano Sandro La Torre, as inscrições serão feitas na própria ETUFBA, no dia 02 de fevereiro, turno matutino). Já as atividades Teatro/ Movimento - Verbos em Partituras Físicas (conduzida pelo ator Kadu Fragoso), Teatro Inicial a traves de juegos, expresiones y textuales (Equador) e Oficina de Teatro, Expressão e Compromisso (sob a condução da mexicana Geraldine Lamadrid) são destinadas a artistas dos bairros de Plataforma e Nordeste de Amaralina. Até o dia 26 de fevereiro, é possível se inscrever por formulário online solicitado através do email oficinas.fitla@gmail.com.
O FITLÂ também abre espaço para momentos de reflexões sobre o fazer teatral e os modos de produção. Os chamados Conversatórios serão mesas redondas nas quais temas de interesse da classe artística e pesquisadores serão debatidos. Com o tema Artista empreendedor - Compromisso, Administração e Investimento, estarão em diálogo produtora cultural Márcia Cardim, o diretor teatral e gestor público Fernando Guerreiro, o diretor, ator e produtor cultural Luiz Antônio Sena Jr (A Outra Cia de Teatro) e Irenilda Galvão, diretora do grupo Culturart (Campo Formoso-BA), no dia 27 de fevereiro. No dia 4 de março, a conversa será em torno do Teatro Latino Americano: Formação e Gestão de Redes, reunindo o diretor teatral Luis Alberto Alonso (Oco Teatro Laboratório), o diretor teatral e dramaturgo Gordo Neto (Vila Vox), o mobilizador cultural Raimilton Carvalho (Movimento Popular Cultural do Subúrbio) e Daniela Chavez Palomino, representante do Coletivo Âmbar. Encerrando os encontros, no dia 7 de março, dia do terceiro Conversatório, debaterão a professora da Escola de Teatro da UFBA, Hebe Alves e a pesquisadora Elia Arce, da Costa Rica pensando sobre Criadores Cênicos no Século XXI: Linguagens polissêmicas e multiplicação de saberes. Todas as mesas redondas acontecerão a partir das 14h, no Espaço Cultural da Barroquinha.

Sobre o Coletivo Âmbar - O Coletivo Âmbar nasce em 2010, partindo da necessidade de diversos criadores cênicos de distintas nacionalidades de compartilhar experiências em formação teatral, através do intercâmbio cultural. Desde então, projetos com importantes agrupações do teatro latino-americano como Teatro Yuyachkani (Perú), Teatro Malayerba (Ecuador) e Teatro de los Andes (Bolivia) nos dois primeiros anos. De acordo com Daniela Chavez, co-fundadora da articulação internacional, “novas necessidades foram se somando a esta proposta de articulação em rede, assim, a sustentabilidade e a coprodução internacional tiveram lugar no ano 2013, com a primeira edição do Festival de Teatro Latino-americano Âmbar (FITLÂ), em Costa Rica e o Projeto Fronteiras, com a primeira criação cênica no formato de coprodução internacional”.  A rede atualmente visa estimular a criação de incentivos estatais e privados a fomento de projetos em artes cênicas em cada país, onde Âmbar esteja presente.

Serviço Festival Itinerante de Teatro Latino-americano Âmbar (II FITLÂ) Teatros e espaços culturais de Salvador
De 26 de fevereiro e 08 de março de 2015 Valores: R$10,00 e R$5,00 

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