Exposição retrata os 35 anos do Olodum

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

As mortalhas, os grandes encontros com personalidades internacionais, as canções que marcaram época, as alegorias, as chamadas para os eventos... Um pouco dos 35 anos de história do Olodum será retratado a partir do dia 5 de março, em uma exposição no Museu Solar Ferrão, Pelourinho. Batizado de OLODUM 35 anos: Sons e Visualidade, o trabalho tem a curadoria de Ayrson Heráclito, responsável pela concepção, montagem e supervisão. Com o apoio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, SEPROMI, a mostra promove a valorização do ser humano, o respeito à diversidade, o sentimento de identidade difundido pelo grupo desde o seu nascimento.

A longa trajetória transformou a banda conhecida internacionalmente pelo som mágico e arrepiante dos seus tambores. O grupo tem marcas importantes como como os 28 anos da gravação do LP Egito Madagascar, o primeiro disco do grupo e que é considerado o primeiro álbum de samba-reggae do mundo; 24 anos de inauguração da Casa do Olodum; 23 anos da maior tour de uma banda brasileira na Europa em 1992 e 23 anos do Desfile do Bloco Olodum no Carnaval de Londres Nothing Hill Gate.

 Banda Olodum - A banda Olodum foi criada há mais de 30 anos para animar os foliões do carnaval baiano. Em 1987, estreou no mercado musical com o lançamento do seu primeiro álbum Egito Madagascar, disco consagrado pelo sucesso da musica “Faraó”. Este LP foi importante para despertar para o Pelourinho o olhar de personalidades da música mundial, fascinadas pelo ritmo do Olodum. Paul Simon foi o primeiro a incluir o Olodum na música e no clipe “The Obvious Child” em 1990. Muitas outras personalidades da musica mundial, como Michael Jackson, Jimmy Cliff e Ziggy Marley, também se identificaram com a Banda e tiveram a oportunidade de conhecer o samba-reggae criado pelo Maestro Neguinho do Samba e compositores do Olodum. Atuando no Brasil e no mundo, em parceria com grandes astros da música internacional, o grupo se tornou mundialmente famoso por conquistar com o samba-reggae plateias exigentes e numerosas como a do show no Central Park com Paul Simon (750 mil pessoas), e ainda como no carnaval de North Hill Gate (2 milhões de pessoas, na Inglaterra), cativados por uma musicalidade provocante e diferenciada.

 História do Olodum - O grupo surgiu de uma brincadeira carnavalesca em 25 de abril de 1979 entre os amigos Carlos Alberto Conceição, Geraldo Miranda, José Luiz Souza Máximo, José Carlos Conceição, Antônio Jorge Souza Almeida, Edson Santos da Cruz e Francisco Carlos Souza Almeida. O que era para ser uma opção de lazer momentânea para os moradores do Pelourinho ganhou todo o mundo. A palavra Olodum é de origem Yorubana, idioma falado pelos Yorubás vindos da Nigéria e do Benin para a Bahia em séculos passados. A palavra completa é Olodumaré – o Deus criador, o Senhor do universo e representa no Candomblé um princípio vital, a Suprema Ordem Fundamental - SOF.

O grupo ganhou sonoridades diferentes, transformou a musicalidade africana calcada na percussão e originou novos ritmos, como o Ijexá, Samba, Alujá, Reggae, Forró e se transformou numa expressão viva do samba-reggae, ritmo idealizado por Neguinho do Samba. Daí em diante, o Olodum conquistou o mercado musical e se transformou numa das bandas percussivas de maior sucesso no Brasil e até internacionalmente. Já encantou artistas como Michael Jackson, Linton Kesey Johnson, Paul Simon, Julian Marley, Gal Costa, Caetano Veloso, Xuxa, Ivete, Cidade Negra, Caetano, Gil, Tim Maia, Jorge Ben, Elba Ramalho, Daniela Mercury e Carlinhos Brown.

As cores que representam a banda também não foram escolhidas ao acaso. Todas juntas formam a base do Pan-Africanismo, Rastafarianismo e do Movimento Reggae. São as cores internacionais da diáspora africana e constituem uma identidade internacional contra o racismo e a favor dos povos descendentes da África. O verde, as florestas equatoriais da África. O vermelho, o sangue da raça negra. O amarelo, o ouro da África (maior produtor mundial). O preto, o orgulho da raça negra. O branco, a paz mundial. 

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